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Poesia & Prosa

Sereia afogada

Cilene Resende
Cilene Resende Escritora & Poeta
18 de junho, 2024

É a boca salivando,

São os dentes sobre os lábios

É o coração querendo romper as costelas

São os tremores no arrepio do pescoço

São as mãos subindo

Deixando um rastro quente entre as pernas nuas

É a cor dos olhos famintos

Decidindo o que fazer primeiro

É a ardência e a marca da mão deixada na pele

Poderia então uma sereia se afogar

Não no mar

Em outra água salgada