Em outubro de 2025, tive a honra de integrar a programação oficial da FLIM (Festival Literário Internacional de Maringá), participando de discussões fundamentais sobre o fazer poético e o cenário editorial contemporâneo.
Mesa: “Onde a Água se Faz Palavra”
Ao lado das poetas Mayara Blasi e Layse Moraes, e com a mediação sensível de Piera Schneider, integrei a mesa temática dedicada à fluidez da linguagem e aos elementos vitais da escrita.
A discussão explorou a água como fio condutor da nossa produção: no meu trabalho, essa presença se manifesta através do marítimo e das umidades. Abordamos como o texto transborda as fronteiras do corpo, conectando a escrita ao desejo, ao suor e ao calor das sensações que tornam a poesia uma experiência física e sensorial. Foi um momento de profunda troca sobre como a poesia pode dar forma àquilo que é, por natureza, fluido e incontrolável.
Mesa: “Autores da Nossa Terra”
Em uma segunda incursão no festival, participei da mesa “Autores da Nossa Terra”, um encontro que reuniu mais de dez escritores locais, incluindo o vencedor do Prêmio Jabuti, Oscar Nakasato.
O debate centrou-se na análise da produção literária regional e na relevância estratégica dos festivais para a democratização do acesso à leitura. Discutimos, de forma crítica e propositiva, os desafios da divulgação da literatura paranaense em âmbito nacional, refletindo sobre as barreiras que ainda dificultam a circulação das vozes do nosso estado em outros centros do país e a importância de políticas de incentivo para romper esse isolamento.














